Empresa propõe tarifa de R$ 4,40 PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Gazeta do Sul   
Qua, 07 de Dezembro de 2011 15:23

 

PEDÁGIOS - Ao entregar pacote com medidas, Santa Cruz Rodovias pretende garantir a renovação do contrato com o governo do Estado

O preço do pedágio pago pelos gaúchos a partir de janeiro de 2012 ainda é incerto. De um lado as concessionárias que fazem

a manutenção das rodovias pedem um reajuste da tarifa, depois de ficar dois anos com os valores congelados. De outro, as

mesmas empresas oferecem uma nova proposta que prevê investimentos nas estradas e redução das tarifas, desde que o Estado aceite renovar os contratos, que vencem em 2013. A Santa Cruz Rodovias, que administra o polo

Decisão sobre a tarifa a

ser paga nas praças de

pedágio vai depender

de acordo, ou não, com o

governo do Estado

de Santa Cruz do Sul, cogita uma redução para até R$ 4,40, caso o governo aceite a renovação. O projeto ainda está em fase de elaboração. Caso o governo aceite negociar com as empresas, o valor das tarifas vai depender dos termos do acordo. O total investido em obras e o tempo de renovação da concessão são fatores que serão levados em conta na hora de estipular o valor a ser cobrado nas praças de pedágio.

Dentre as principais obras no pacote que será oferecido pela concessionária está a duplicação da RSC–287, entre Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul. A obra é uma das principais reivindicações da região e está entre as promessas do governo do Estado. Em entrevista à Gazeta do Sul em novembro, o secretário estadual de Infraestrutura

e Logística, Beto Albuquerque – que está em viagem aos Estados Unidos –, reiterou que a duplicação será incluída na negociação dos pedágios. “No novo modelo que estamos discutindo para o futuro esse assunto é questão de honra”, garantiu. A proposta da concessionária vai incluir ainda a construção de um viaduto no entroncamento da ERS–418 com a RSC–287. A elevada faria ligação direta entre

o Acesso Grasel e a entrada para Linha Santa Cruz, separando o tráfego da rodovia do urbano. Ainda em Santa Cruz, a proposta prevê a construção de uma rótula no entroncamento da Rua Oscar Jost com a BR–471 e outra na mesma rodovia, no cruzamento com a ERS–409 e a Rua Gaspar Bartholomay. Uma travessia urbana, em Rio Pardo, também está prevista no projeto. Essas obras deveriam ser concluídas nos dois primeiros anos após a renovação do contrato. (Com informações do Portal Gaz)

Rodrigo/Ag. Assmann

Novos Rumos quer mais

À frente da Associação Santa Cruz Novos Rumos, Flavio Haas

acredita que a proposta precisa ser analisada. Sobre a duplicação

da RSC–287, a associação defende que a obra seja realizada em

todo o trecho entre Candelária e Tabaí, no entroncamento com a

BR–386. “O trecho entre Santa Cruz e Venâncio Aires é importante,

mas é apenas uma parte. Não queremos uma solução parcial”,

afirma Haas. Outra obra defendida é a duplicação ou construção

de vias secundárias na BR–471, entre o entroncamento com

a RSC–287 e o Distrito Industrial. “É uma questão de segurança

porque o movimento tem se intensificado. Essa área é urbana, mas

está dentro do trecho de concessão. É uma questão que precisa ser

levantada na hora de analisar essa proposta”, afirma Haas.

 

Daer acredita em nova licitação

Apesar de o governador Tarso Genro (PT) afirmar que vai continuar recebendo e analisando os projetos encaminhados pelas concessionárias, até agora o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) não recebeu nenhuma solicitação de avaliação das propostas. A Univias, que administra 63% dos trechos concedidos, já encaminhou ao governo uma proposta de redução das tarifas e de R$

1 bilhão em investimentos. Segundo o diretor de Operação Rodoviária do Daer, Cleber

Domingues, ao mesmo tempo em que recebe as propostas o governo está agilizando a contratação de uma empresa que irá fazer um estudo nos polos de pedágio. A análise deve nortear uma nova licitação, com base em uma modalidade de pedágio

diferente da atual. O objetivo é adotar um modelo que garanta tarifas reduzidas e investimentos. “O governo está tratando disso. Fazendo o tema de casa. Estamos trabalhando para ter resultados o mais rápido possível, afinal 2013 está logo ali. O novo modelo a ser adotado, ainda não sabemos. Vai depender do que será apontado”, afirma. Em novembro, o governo foi aconselhado pelo Câmara Temática Pedágios, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a não renovar os contratos.

Ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura e Logística reafirmou

que a decisão pela não renovação dos pedágios deve ser mantida, apesar das empresas terem o direito de apresentar suas propostas.

 


 


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